domingo, 10 de novembro de 2013

Resistir para gerar Vida - XXXII Domingo do Tempo Comum

Uma  das características do cristianismo é a esperança. Não foi por acaso que o Papa Francisco, durante a JMJ, enfatizou a necessidade de alimentarmos a Esperança em qualquer situação da vida e da história.  
A primeira leitura de hoje, destaca outra característica indispensável ao cristianismo: a Resistência. Sete irmãos são presos e submetidos a torturas para aderir ao projeto do Rei (projeto de morte), o que significaria romper com o projeto de Deus (projeto de Vida).
Bonito, corajoso e profético o testemunho desses irmãos. Não temerem sequer a morte. Acreditavam que caminhar com Deus, é a opção pela Vida e tinham certeza que mudar de direção, seguir o rei era, na verdade, optar pela morte.
Resistem à tortura e confirmam o valor da morte.    
Sem Resistência não há como avançar. São muitos os projetos de morte que chegam a nós. Precisamos resistir, a exemplo desses irmãos, para que possamos mudar a triste realidade que aos poucos se sobrepõe à vida de todos desviando-nos do caminho de Deus.
Resistir não é ter “cabeça dura”, não aceitar mudanças. Resistir é alimentar as raízes que nos sustentam. Podem até mudar os ventos, (acontecimentos, pensamentos, ...) mas as raízes nos dão a firmeza necessária e nos fazem permanecer de pé na direção certa.
É urgente cultivar as raízes da nossa fé, do nosso SER CRITÃO/Ã para que possamos superar a incredulidade dos saduceus e acreditar que Ressurreição não é apenas pensar a vida após a morte, mas sim uma força renovadora e transformadora que recria a Vida, pois Ressurreição é ação divina, ou seja, vem de Deus. E, nosso Deus, é o Deus dos vivos e não dos mortos.
Não nos preocupemos tanto em saber o que vem após a morte. Não esqueçam: Nossa missão maior, é cuidar da vida.
Boa semana. Deus lhes abençoe.
 
Frei Fernando.
 

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